sexta-feira, abril 11, 2008

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Ora que me dei conta que às vezes faço o contrário daquilo que quero! Mas é porque tem que ser! E tem que ser porquê? Bem, a isso já não sei responder, só sei que me dou conta que não fiz o que me apetecia, fiz precisamente o contrário. Estupidez momentânea! Miopia de vontade!
Certamente já vos aconteceu.
Apetece-nos estar com as pessoas, mas depois não vamos ter com elas. Apetece-nos café e acabamos por beber leite. Apetece-nos ver um filme e acabamos por ir dormir. Apetece-nos dizer “amo-te” e dizemos “gosto de ti como um amigo”, apetece-nos dizer “vai à merda” e dizemos “sim, tens razão”…Apetece-nos chorar e rimos para disfarçar … Mas que cena é esta?!
Algumas coisas, por certo, é por preguiça que não as fazemos, outras é porque somos uns parolos! Deixamos que os outros nos julguem, ficamos com medo das reacções alheias, por vezes até é o nosso consciente, a nossa mente, as convicções, que nos impedem de fazer o que desejamos. Andamos constantemente a ver onde temos os travões, caso seja necessário travar um impulso, uma vontade… às vezes gostava de ser triciclo!! Sem travões, sem mãos, sem dentes!! Quais travões, deixa andar! Quando bater, pára! Ah, estou a brincar, isso já seria inconsciência, mas a viagem daria uma adrenalina do caraças. E até pode ser que o embate não faça muitos estragos, vale sempre a pena fazer a viagem, eu faço, às vezes os estragos são grandes!! Outras a adrenalina valeu a pena… o problema é que até parar não se sabe o que vai acontecer…
Eu tento sempre fazer o que quero, talvez apareça um obstáculo ou outro que me privam de o fazer, mas até a sensação de risco, me dão pica para avançar. Depois aparecem indiscretamente pessoas que nos roubam o prazer com que fazemos as coisas, e como tal deixamos de as fazer. Essas pessoas, são provavelmente aquelas de quem mais gostamos! Porquê? Também não sei responder! Provavelmente porque a opinião deles é importante para nós… normalmente são os nossos pais, ou os melhores amigos os empecilhos! Bem, não deixem é que seja uma Dona Rosinha, ou um Sr. Jacinto do café da esquina a privar-vos de arriscar! Esses que se lixem! Que têm a ver com a nossa vida, de que vale a sua opinião?

Lá estou eu a divagar novamente…
Só queria dizer que nem sempre a nossa atitude vai de encontro à nossa vontade. Mas tem que ser. Não me perguntem porquê, porque não se consegue explicar, só sentir…
Aqui vai o pedido de desculpa para todos aqueles que não entendem as minhas atitudes. Aqui vai um pedido de compreensão da vossa parte! Metam a mão na consciência e pensem o que leva uma pessoa a deixar de fazer o que quer!
A quem me conhece, estranha, a quem não me conhece e só agora me começa a ler fica possivelmente intrigado!
Eu desisto quando não tenho forças, quando não aguento mais, quando as injustiças são demais, quando me roubam a boa disposição, quando naquele espaço já não posso ser eu! Eu abandono quando digo “amo-te, quero estar contigo” e a resposta é… “eu também gosto de ti”…
Correr atrás de um amor assim, não só nos desgasta como nos entristece! Não vale a pena, aborrece! Rouba-nos o sorriso, e isso não permitirei nunca à minha pessoa!
Vocês conhecem-me a sorrir! Adoro sorrir de verdade! É uma entrega, é a minha honestidade, é isso que vos quero dar, é isso que já não consigo!

E para quem pensava que eu ia regressar, desenganem-se porque para esta luta já não tenho armas. Já despi todas as armaduras que me permitiram permanecer. Estou de volta ao meu lugar onde tudo o que vivi junto a vocês serão recordações, sorrisos, saudades de querer voltar, mas sem poder…
Não me voltem a perguntar pelo meu sorriso quando estou com vocês! Foi perdido numa viagem sem travões... mas que valeu pela adrenalina!
Devemos estar onde sentimos que somos importantes.
Devemos estar presentes com um sorriso,
Devemos entregar o melhor de nós aqueles que amamos,
Devemos ser felizes...
Para viver um momento sem poder sorrir, mais vale não viver esse momento!

Vai Tu!

Um abraço especial para ti, e para ti!


Trago-vos sempre no coração!


quarta-feira, abril 09, 2008

Saudades

Hoje sinto-me triste. Sinto saudades tuas. Eu até tenho gostado de sentir estas saudades, porque me fazem sorrir, me fazem sentir feliz. Gosto de te recordar! Mas isso já não me chega…. Sei que mais tarde ou mais cedo iremos construir novas memórias para nos lembrarmos, mas hoje fiquei sem essa certeza. Será do tempo? Esta chuva parece que nos lava de esperanças…
Enquanto o tempo passa e vivemos na ausência um do outro, perde-se tempo para tudo, ganha-se tempo em nada…
A distância afasta-nos e nós deixamos.
Por vezes sinto-me só… Ao mesmo tempo apetece-me estar com todos, e com ninguém…
Oh, apetece-me é estar com alguém especial. Contigo! Como não podes estar, tento substitui-te por mil rostos… por aquele, pelo outro, por este…
Não podemos substituir ninguém. Se é com aquele que nos apetece estar, ninguém vai conseguir preencher esse vazio. Ando à procura de uma companhia para não estar só, mas depois sinto-me sozinha na mesma. Vazia!
É como se nos apetecesse comer uma bola de berlim e acabamos por comer uma sandes de manteiga porque não há bolas! Estão a ver?
Paciência… Come-se o pão com manteiga e já é muito bom! Ao menos não ficamos com fome… ;)

Que bom seria se todos os outros preenchessem o espaço que é só de um. Seríamos muito mais completos. Não existiria a palavra saudade!
Hoje é o que me apetecia, que qualquer um preenchesse o teu espaço! Não sentir saudades… E amanhã o que sentiria por ti? Não sei…
A saudade é uma herança do passado, do passado! E nós que temos senão um passado? Senão um sonho sem chão, sem tecto? É a esperança que nos sustenta, que nos alimenta? A esperança de quê? De um dia nos voltarmos a encontrar e arranjar novas lembranças para podermos sentir… saudades! Ora bolas!
Hoje sinto que ter saudades é uma coisa má! Não queria sentir nada disto, queria ter-te aqui. Queria poder beijar-te, tocar-te, amar-te… Queria tudo, menos sentir esta angústia de não te poder ter.
Enquanto isso não acontece, recordo-te sempre com um sorriso, porque sei que um dia nos voltaremos a encontrar. E nesse dia vamos matar saudades antigas e arranjar novas! É por isso que te quero encontrar…
Se estivéssemos juntos diria que te amo, assim com esta distância impertinente digo-te que sinto saudades de te amar.

"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir"
("Chuva" - Mariza, vale a pena ouvir!)

Beijo meu amor, onde quer que estejas! ;)

Sentir saudades é sinal de que se viveu algo inesquecível no passado…
É sinal de que alguém não passou apenas pela nossa vida, mas que permanece...
E que nos faz muita falta!

quarta-feira, abril 02, 2008

A Autenticidade!

No outro dia fui a uma reunião. Estava sentada na sala de espera e reparei num vaso enorme que estava em cima do balcão da recepção. Um vaso transparente, com um arranjo de flores lindíssimo.
Estava eu a olhar, simplesmente só por olhar e reparei, passado algum tempo, num pormenor de máxima importância. A minha alma ficou parva! Ora reparem, se cabe na cabeça de alguém?!
O vaso estava cheio de água, como é natural quando se trata de um vaso de flores! Mas as flores eram de plástico! Fiquei incrédula. Possivelmente era eu que estava a ver mal, mas eu nunca tinha visto flores assim, e de facto eram mesmo artificiais! Depois pensei, o vaso não tem nada água, sou eu que estou a ver coisas!
Levantei-me e dirigi-me à senhora da recepção para dizer alguma coisa pertinente, só para me aproximar mais um pouco daquela aberração em que se tornara aquele vaso!
Palermice minha. Aquilo não era uma aberração, eu também estava a ser parva! O que mais há para aí são flores de plástico num vaso com água!
Nem sei muito bem porque fiquei chocada com aquilo. Mas que me deixou a pensar, deixou. Talvez pelo absurdo, mas ao mesmo tempo era tornar uma coisa artificial numa coisa natural… Possivelmente as pessoas nem reparavam que as flores eram artificiais! O objectivo era esse! Estrategicamente, o olhar era desviado para a água, logo as flores seriam naturais, e que bonitas! Tão viçosas! Ah, que raiva!
Já nem era o vaso, já nem eram as flores! Já era a hipocrisia da situação a falta de autenticidade que nos enfiam pelos olhos!
Quantas pessoas se cruzam connosco no dia a dia que não passam de vasos cheios de água, onde estão deliciosamente mergulhadas umas flores lindíssimas, mas de plástico! Que encanto! E que falsidade!
O meu pensamento, voou, voou… e dei-me conta que aquela situação me remeteu para o ser humano. Somos todos tão parecidos com esta imagem.
Ora vamos lá analisar: qual a necessidade de disfarçar? Porque não mostramos o que somos? Se somos simples flores de plásticos, sejamos! Se somos simples vasos com água, sejamos! Temos que ser autênticos! Temos que ser verdadeiros! Para quê enganar os outros, para quê despistar os outros da nossa verdadeira natureza! Mais tarde ou mais cedo alguém se vai aperceber e acabamos por decepcionar alguém. Ou pior, podemos um dia acreditar que somos flores verdadeiras! Disparate!
Mas isso faz algum sentido?
Há pessoas que são assim mesmo, enganam-nos sorrateiramente, inteligentemente. E nós caímos! Detesto ser enganada! Fico passada da cabeça, mas por vezes as coisas são feitas de forma tão natural, que parecem bem feitas. A nossa mente também já está predisposta a acreditar em tudo, não nos damos ao trabalho de perceber onde está o erro. Nem pensamos nisso!
E foi assim com este vaso. Estava tão natural, tão banal, é tão usual! Portanto, ia lá eu pensar se eram de plástico, se eram verdadeiras, se tinham água, se… ninguém repara! É só para fazer bonito! E fica bem, é um facto… mas depois de nos apercebermos, aquilo parece a coisa mais estúpida de se ver! Aliás, foi certamente a coisa mais estúpida que vi nos últimos tempos, percebo a intenção, mas também essa é estúpida! Irritou-me também a ingenuidade da situação, que simplicidade e que atrocidade!
Não me vou alargar mais, era só para deixar aqui a minha indignação com situações de falsidade que nos parecem verdadeiras. Que nos iludem, que nos enganam. E alertar para o facto de termos que estar mais atentos. A falta de autenticidade revela-se em coisas simples como esta.
Imagino que se deve perder tempo ao tentar ser o que não somos. Compreendo que o façamos pontualmente junto a pessoas que não são importantes para nós.
Quantos terão passado naquela recepção sem terem reparado no que eu reparei. Quantos terão reparado e achado interessante a forma de tornar uma coisa artificial em natural… Cada um com a sua! Mas eu gosto de pessoas autênticas.
Se fores uma flor de plástico, gosto de ti, se fores um simples vaso com água, gosto de ti, se fores uma flor de plástico mergulhada num vaso com pedras, gosto de ti, se fores uma flor natural, gosto de ti, se não souberes o que és, gosto de ti, se fores uma flor artificial dentro de um vaso com água… não te quero conhecer para não me desiludir!
Parte da nossa felicidade, está na nossa autenticidade! Não enganar os outros para não vivermos enganados.

A autenticidade faz de nós seres verdadeiros, é aí que nos devemos encontrar, na verdade!

terça-feira, abril 01, 2008

Vida aos retalhos...

Dei-me conta neste momento, que me perguntei: “estou feliz? é isto estar feliz?” a resposta imediata foi “sim”.
Ora bem, reparem, a resposta imediata! Aquela que não se pensa muito, aquela que se sente naquele momento, naquela situação…
Quantos de nós fazem esta pergunta e respondem, “não, não estou feliz”. Quantas vezes me aconteceu! Ainda há aqueles que nem sequer fazem esta pergunta, possivelmente com o medo da resposta. Penso que esta última também já me aconteceu, digo isto porque já não me lembrava de colocar esta questão à minha pessoa. E porque há muito que não me sentia feliz, mas também não queria chegar à conclusão que era infeliz… mais valia não pensar no assunto!
Passemos à frente. Ora, fiz a pergunta, o que só por si é estranho. E respondi de imediato, sem hesitar o que é ainda mais estranho. E respondi que sim! Isso sim, foi a loucura… Até se me deu um arrepio na espinha! Eu, feliz, ah! “Não pode ser, o que se passa comigo?”.
Claro que comecei logo a fazer uma avaliação da minha vida… Porque razão? Não sei, talvez para arranjar uma desculpa para me sentir feliz. Parece que tenho medo de o ser, de estar feliz, parece que não mereço este estado… Sinto medo! Então talvez tenha tentado retirar a importância a esta felicidade. Como quem diz, “ok, sinto-me feliz mas é só este bocadinho”.
Depois de muito tempo a pensar na minha vida, nos meus caminhos, nas minhas etapas, dei-me conta que esta minha vida parece que é feita de retalhos. Um bocadinho dali, um pouco daqui, mais aquele momento ali… Ora bolas! Olhem que descoberta! A minha vida não é uma continuidade no tempo, são várias paragens, são colagens de momentos. Tanto é assim que enquanto ia pensando na vida me dei conta que isto não passa de um carrossel de altos e baixos… fui feliz, fui infeliz, fui uma desgraçada, tive sorte… uma infinidade de momentos bons e maus!
São momentos parados no tempo. Vamos ao passado e tiramos um bocadinho, vamos ao presente e tiramos outro bocadinho, perspectivamos o futuro e tiramos outro pedaço… juntamos tudo e dizemos: “sou feliz” é assim que se avalia o estado de felicidade? Quantas viagens fazemos no tempo para responder a esta pergunta? Quantas respostas diferentes teremos? E será a resposta certa? Sei lá… Afinal o que é a felicidade? Alguém que saiba a resposta diga…
O que interessa é que há momentos em que nos sentimos felizes, é nesses que temos que parar. Usufruir!
Acho que à felicidade não se aplica o verbo ser. Talvez a aplicação do verbo sentir, ou estar.
Sou feliz (hoje. E ontem, e amanhã?). O verbo ser é contínuo! Ser, é existir! É diferente de estar, de sentir… ser é para sempre… isso não acontece com a felicidade!
Ora, e por um momento em que somos felizes, logo existimos, temos receio de deixar de existir, ao deixar de nos sentirmos felizes… Confuso, eu sei!
Temos medo de ser felizes! Eu falo assim porque este é um medo meu. Mas penso que não será só meu…

Acho mesmo que é o facto de ter uma vida retalhada que não nos permite dizer que somos felizes.
Instala-se o receio de que este momento de felicidade venha a ser mais um retalho da nossa vida, que um dia vamos pegar nele e colar a qualquer outra coisa e dizer… “naquele momento eu fui feliz”. É destes retalhos que precisamos na nossa vida… retalhos de luz, de risos, de alegria… de felicidade. Para quê ser ambicioso e querer a felicidade só se for para sempre?! Nunca seremos felizes assim, nem por inteiro, nem ao retalho!
Portanto, para quê pensar se estou, se não estou feliz. Para quê ter medo de estar feliz?
Não pensemos.
Sentir é que é bom! Quando deixarmos de sentir paciência… logo se vê! Aproveita enquanto a tens!
Não me fiquem é com a felicidade na mãos, a olhar para ela e pensar, que não merecem, ou o que é que faço com ela…
A felicidade é para usar! É para vestir e sair à rua… nem que seja só para dar um breve passeio.

Encontram-nos por aí!

sábado, março 29, 2008

Quem és tu que me fazes tanta falta...

De todos os convidados, só tu apareceste.
Não estava a tua espera...
Já não te via há tanto tempo, não me recordava dos teus traços, dos teus gestos, do teu cheiro...
Confesso que não te reconheci! Não te ouvi a bater à porta... apareceste ali simplesmente! Quando reparei já tinhase entrado.
É certo que estamos sempre distraídos com as banalidades da vida, essas que se entranham na nossa pele, nos nossos olhos!
Vemos o que queremos ver, ou melhor, vemos o que os olhos vêm!
Mas foi quando fechei os olhos que te realmente te vi...
Eu conhecia-te! Donde?!
Espera... O tempo também ajuda. Vou deixar passar a ver se me lembro.
Ah, finalmente fechaste os olhos!
Começamos as apresentações, em silêncio, no nosso silêncio... (o outros convidados faziam muito barulho)
Já sei! Tu vens do passado, é daí que te conheço, do meu passado!
Agora percebo a falta que me fizeste!
Que saudades!
Já não te procurava, já não sabia que ainda existias... Porque te esqueci?!
Como foi possível viver sem ti?
Bem me parecia que me faltava algo... a cor, o sorriso, a emoção, a alegria, o suspiro, o susto, o medo, o palpitar do coração, o ar... a vida!!
A culpa é minha, eu sei.
Deixei que partisses, mas não dei conta disso. Foi assim... devagarinho, muito devagarinho...
Dei conta já estavas longe, depois, deixei de dar conta! É um hábito!
Habituamo-nos à ausência. E se sobrevivemos é porque não nos faz falta!
Estúpidos!
Mas andamos aqui para sobreviver??!
Pois claro que sim! É mais fácil!

Quero agradecer que tenhas vindo ter comigo. Eu estava mesmo distraída, se não me tivesses chamado não tinha percebido que eras tu.
Ainda bem que fechei os olhos e te vi com o coração, com a alma! Sim, quem tiver só os olhos abertos, não te vê!
Não te quero voltar a esquecer!
Ajuda-me a estar atenta,
Não te quero voltar a perder.
Dá-me a tua mão, ou pisca-me o olho! Grita por mim...
Anda atrás de mim, corre que eu já não vou fugir!

Ah, as apresentações:
Eu, uma pessoa vulgar.
E nesta festa de emoções, quem encontrei foi a PAIXÃO!!

Viver apaixonado, é viver com um sorriso...
Bora, vamos estar atentos! ;)

terça-feira, março 25, 2008

Elogio

Um dia ia a passar pela rua e ouvi um comentário muito agradável à minha pessoa. Claro que não parei, continuei em frente e sorri. Não sei de onde veio o elogio, mas também não me interessou… Um piropo sabe sempre bem ouvir, independentemente da origem. Não me venham com tangas que são gajos porcos, velhos nojentos, rapazes estúpidos… Não, são pessoas que tem uma opinião e que a dizem em voz alta. Ok, às vezes é um excesso… não há paciência! Mas que sabe bem, sabe caramba!
(Não me quero desviar do assunto que me trouxe aqui)
Ultimamente tenho recebido alguns elogios, não me estou aqui a armar em boa, é simplesmente um facto!
E dei conta, que quando recebo um elogio, não sei onde me meter. Agradeço? O que é que vocês fazem?
Bem, sempre estive mais habituada a criticas, e isto e aquilo… “não devias fazer isso”, “devias ter tido atenção aquilo”… “procedeste mal”…”não vais conseguir”… “não acredito”… Bolas!! O meu cérebro está demasiado habituado a ouvir estas coisas, mas quando alguém diz alguma coisa contrária, o meu cérebro nem é capaz de processar… Será por isso que fico sem reacção?
O pior é quando nos elogiam nos olhos, a olhar nos nossos olhos! Sabe bem, mas ao mesmo tempo ficamos desarmados…
Isto é só uma partilha, é o que acontece comigo, mas será assim para toda a gente?
Parece-me que é mais fácil defendermo-nos de um ataque, do que de um elogio. Quando somos atacados, vamos buscar as nossas armas e defendemos a nossa honra, não é? Mostramos o nosso ponto de vista, queremos a razão para nós, limpamos a nossa imagem, temos uma resposta! Respondemos! Mas um elogio… caramba, ficamos sem resposta, sem reacção… É um sentimento antagónico, gosto de ser elogiada, não gosto é de ficar encavacada, sem resposta. É um sentimento bom, mas frustrado…
Elogiar alguém não é difícil, basta estar atentos a um gesto, a um pormenor. Basta pensar que também nós gostamos de ser elogiados.
Basta pensar em dar aquilo que gostamos de receber. Eu às vezes tenho receio de elogiar, ser mal interpretada. E calo-me. É mais fácil criticar… Venha a crítica! Venha o desaforo! Venha a estupidez só porque sim… Venha a discussão! Discutir é que dá pica! Deve fazer parte da nossa natureza irritar o outro, entrar nos despique de quem é que tem razão, quem tem mais coisas más para dizer sobre o outro, quem consegue ser mais estúpido, quem consegue ser mais cínico, quem consegue ficar com a razão??! Isto sim dá luta! Ai, como eu percebo… eu também gosto destas guerrinhas, claro está quando a razão fica do meu lado… ;)
Agora elogiar… é lixado! Um elogio desarma e pronto… ficamos sem palavras. Não dá gozo. Não tem piada… Mas façam a experiência. Mas com honestidade! Não se ponham para aí a inventar elogios… com sinceridade e sentimento. Vão ver o palpitar do coração, não é fácil…
Faço um apelo: elogiem, digam coisas bonitas… será mais fácil receber! E saber receber coisas boas também é um dom…

quarta-feira, março 19, 2008

PAI

Hoje é o dia do pai. E é sempre tão complicado dizer alguma coisa neste dia ao homem mais importante das nossas vidas. Bem, eu falo por mim. Custa-me pegar no telefone e ligar para dizer: “pai, gosto muito de ti”. Porque nos custa tanto dizer que amamos alguém, quando de facto esse sentimento existe? Dizer “amo-te” da boca para fora é fácil, mas dizê-lo com sentimento é mais complicado.
Quantas vezes este homem me pegou ao colo, me mandou ao ar, (que ficamos com aquela sensação estranha no estômago, sabe?). Quantas vezes ele me chamou princesa. Quantas vezes o seu olhar me envolveu em ternura e orgulho. Quantas vezes ele me corrigiu para eu ser melhor… oh pai, desculpa não ter percebido que tudo que fizeste foi por amor. Eu sei que queres que eu seja feliz. E compreendo a tua constante preocupação. Compreendo agora… Foi tarde? Eu sei que te magoei, sei que te arranquei o coração quando te abandonei. Mas também o meu coração está magoado por sentir esta constante culpa. Pai, desculpa! Volta para mim!
Vamos esquecer o tempo de silêncio que nos afastou. Vamos voltar a ser amigos!
Preciso de ti. Olha-me nos olhos, eu continuo a amar-te, não duvides disso. És o meu orgulho, és o meu chão, o meu tecto, a minha casa…és tudo!
Os nossos corações são tão parecidos, estão tão magoados que receio que não voltemos a ser o que fomos. Já não conseguimos remendar isto… de qualquer forma só te queria dizer que tenho saudades do tempo em que nos olhávamos nos olhos e sorriamos um para o outro. Agora só não te consigo sorrir porque sei que te magoei, tenho essa culpa. E tu porque não me sorris? Porque te desiludi… eu sei, desculpa!
Pai, eu estou feliz. Não à tua maneira, é uma realidade, mas à minha!
Não sei mais que te diga, senão que te amo muito. Também sei que me amas!
E apesar do meu silêncio, do meu olhar que evita encontrar o teu, trago-te sempre no coração.
Tenho saudades nossas!
Beijo no coração!

Carta de Amor

Meu amor, deixo-te aqui uma mensagem, não só porque és importante para mim, mas porque sei que sou importante para ti. E porque me fazes sentir isso.
Ainda bem que estava atenta quando apareceste. Ainda bem que apareceste! Vieste mostrar um horizonte que sempre esteve na minha vida mas para o qual eu estava virada de costas. Obrigada!
A vida e os nossos erros ensinam-nos tanta coisa, mas é a partilhá-los com alguém que eles entram verdadeiramente no nosso sistema. Obrigada por me ouvires, e acima de tudo por me entenderes.
Sinto que há limites superiores a este mundo material, um mundo compreensível apenas por alguns, e é aí que nos encontramos. É aí que nos entendemos. Obrigada por teres a capacidade de passar esses limites para estares comigo.
Obrigada por me criticares, obrigada por me elogiares, obrigada por me amares, obrigada pela tua presença alegre na minha vida. Obrigada por me fazeres uma pessoa melhor. Obrigada porque me ensinas a amar. Obrigada por me ensinares a usar a liberdade. Obrigada por te rires comigo, obrigada por estares presente com as minhas lágrimas. Obrigada por tudo!
Quero-te sempre presente na minha vida!
Pode parecer estanho, mas todo este discurso é para os meus amigos… o que é a amizade, senão a forma mais linda de amar.
Sim amiga(o), esta mensagem é para ti: Amo-te!!

Liberdade e Mudança!

Ainda que ser livre por vezes tenha um preço alto, devemos sempre tentar estar neste estado. Livres!
Uma pessoa enclausurada dentro de si, ou dentro de outro, quando se vê livre nem sempre sabe lidar com isso. Calma pessoal!
Demasiada luz encandeia, semi-serremos os olhos para ver as coisas com maior nitidez. Não faz mal parar um bocado para nos habituarmos a essa luz.
Não se iludam em querer saber tudo ao mesmo tempo, só pelo simples receio de voltar a ficar presos em breve. Ficar ligado a uma pessoa, não implica ficarmos presos a ela. Se tivermos confiança em nós, não ficaremos presos a ninguém. E o tempo de liberdade deve ser aproveitado para isso, para nos fazer ter confiança em nós, para estarmos seguros do que queremos, dos nossos valores, dos nossos gostos… ter a certeza que somos nós a pessoa mais importante no mundo! Pode parecer-vos que estou a ser egoísta… mas não. Por pensar no outro é que tenho que tentar ser melhor.
Por vezes basta fazer o sacrifício de se largar o que se ama. O que se recebe em troca é muito superior a qualquer dor de amor. Não vale a pena colocar a vida na mão do outro. Sabe-se lá o que pode acontecer, em muitos casos, atiram com a nossa vida ao ar e pronto, ficamos na caca!! Não vale a pena anularmos a nossa pessoa! Vale a pena é viver a vida e estar atento. Muito atento. Acima de tudo saber o que queremos. O que queres? De certeza? Pois com essa certeza vais perceber que encontraste o que procuras quando te aparecer à frente! É muito fixe!
O segredo é olharmos para nós. Traçar objectivos. E estarmos dispostos a mudar. A mudança só nos surge no pensamento quando já há sinal de que algo não está bem. Não pensemos que é o outro. Pensemos que somos nós… Se formos nós, o caso tem solução! Mãos à obra. Custa como o caraças, mas a cada pequeno passo, a cada conquista do nosso “eu” a nossa alma rejubila!
O que é o amor quando dizemos ao outro: “és a minha vida”, ou “ sem ti a minha vida não faz sentido”…? O amor aí não é nada, porque nos anulámos! Não existimos, não estamos lá!!! E depois ainda nos perguntamos porque não resultou…
Alguém dizia que para amar alguém, temos que nos amar a nós primeiro. É verdade! E para nos amarmos, temos que existir! Existamos!
Este pensamento hoje foi só um grito desta alma que há muito deixou de existir em nome de um grande amor, mas acordou para a vida!!
andar no mesmo trilho aborrece, mas é seguro… em contrapartida não trás emoções, não surpreende, não assusta, não traz novas experiências, não cria excitação nas nossas vidas… Certamente vale o risco mudar de trilho! Se não estás bem muda! Se estás bem… e tens oportunidade de uma nova experiência… Ousa! Também o erro nos faz crescer” ;)

quinta-feira, maio 10, 2007

Sonho de Criança

Um destes dias, em conversa com a criança que ainda há em mim, voltei a lembrar-me dos meus sonhos. E agora me dei conta que muitos desses sonhos ficaram esquecidos no caminho da vida. O tempo não pára, e a vida não volta para trás! E a criança que nos habita por vezes entra em sono profundo e nós esquecemo-nos de sonhar. E isso é triste!
São os sonhos de criança que nos fazem traçar objectivos de vida, que nos fazem lutar! E quando atingimos um objectivo sonhado, aí sim, tocamos a felicidade! Será que estes sonhos de criança nos roubam um pouco de felicidade? Somos apenas adultos, que por conveniência nos esquecemos do próprio sonho de criança para nos dizermos felizes?
Eu aos 15 sonhava que aos 30 ia ser isto e aquilo... não sou, mas sou outras coisas... Serei feliz ou apenas conformada com a vida?
Não quero respostas, quero apenas que pensem no vosso sonho de criança, que abram os olhos e digam honestamente que são felizes...
Não devemos deitar fora o nosso sonho, afinal será ele o melhor mapa para encontrar a felicidade...