sábado, março 29, 2008

Quem és tu que me fazes tanta falta...

De todos os convidados, só tu apareceste.
Não estava a tua espera...
Já não te via há tanto tempo, não me recordava dos teus traços, dos teus gestos, do teu cheiro...
Confesso que não te reconheci! Não te ouvi a bater à porta... apareceste ali simplesmente! Quando reparei já tinhase entrado.
É certo que estamos sempre distraídos com as banalidades da vida, essas que se entranham na nossa pele, nos nossos olhos!
Vemos o que queremos ver, ou melhor, vemos o que os olhos vêm!
Mas foi quando fechei os olhos que te realmente te vi...
Eu conhecia-te! Donde?!
Espera... O tempo também ajuda. Vou deixar passar a ver se me lembro.
Ah, finalmente fechaste os olhos!
Começamos as apresentações, em silêncio, no nosso silêncio... (o outros convidados faziam muito barulho)
Já sei! Tu vens do passado, é daí que te conheço, do meu passado!
Agora percebo a falta que me fizeste!
Que saudades!
Já não te procurava, já não sabia que ainda existias... Porque te esqueci?!
Como foi possível viver sem ti?
Bem me parecia que me faltava algo... a cor, o sorriso, a emoção, a alegria, o suspiro, o susto, o medo, o palpitar do coração, o ar... a vida!!
A culpa é minha, eu sei.
Deixei que partisses, mas não dei conta disso. Foi assim... devagarinho, muito devagarinho...
Dei conta já estavas longe, depois, deixei de dar conta! É um hábito!
Habituamo-nos à ausência. E se sobrevivemos é porque não nos faz falta!
Estúpidos!
Mas andamos aqui para sobreviver??!
Pois claro que sim! É mais fácil!

Quero agradecer que tenhas vindo ter comigo. Eu estava mesmo distraída, se não me tivesses chamado não tinha percebido que eras tu.
Ainda bem que fechei os olhos e te vi com o coração, com a alma! Sim, quem tiver só os olhos abertos, não te vê!
Não te quero voltar a esquecer!
Ajuda-me a estar atenta,
Não te quero voltar a perder.
Dá-me a tua mão, ou pisca-me o olho! Grita por mim...
Anda atrás de mim, corre que eu já não vou fugir!

Ah, as apresentações:
Eu, uma pessoa vulgar.
E nesta festa de emoções, quem encontrei foi a PAIXÃO!!

Viver apaixonado, é viver com um sorriso...
Bora, vamos estar atentos! ;)

terça-feira, março 25, 2008

Elogio

Um dia ia a passar pela rua e ouvi um comentário muito agradável à minha pessoa. Claro que não parei, continuei em frente e sorri. Não sei de onde veio o elogio, mas também não me interessou… Um piropo sabe sempre bem ouvir, independentemente da origem. Não me venham com tangas que são gajos porcos, velhos nojentos, rapazes estúpidos… Não, são pessoas que tem uma opinião e que a dizem em voz alta. Ok, às vezes é um excesso… não há paciência! Mas que sabe bem, sabe caramba!
(Não me quero desviar do assunto que me trouxe aqui)
Ultimamente tenho recebido alguns elogios, não me estou aqui a armar em boa, é simplesmente um facto!
E dei conta, que quando recebo um elogio, não sei onde me meter. Agradeço? O que é que vocês fazem?
Bem, sempre estive mais habituada a criticas, e isto e aquilo… “não devias fazer isso”, “devias ter tido atenção aquilo”… “procedeste mal”…”não vais conseguir”… “não acredito”… Bolas!! O meu cérebro está demasiado habituado a ouvir estas coisas, mas quando alguém diz alguma coisa contrária, o meu cérebro nem é capaz de processar… Será por isso que fico sem reacção?
O pior é quando nos elogiam nos olhos, a olhar nos nossos olhos! Sabe bem, mas ao mesmo tempo ficamos desarmados…
Isto é só uma partilha, é o que acontece comigo, mas será assim para toda a gente?
Parece-me que é mais fácil defendermo-nos de um ataque, do que de um elogio. Quando somos atacados, vamos buscar as nossas armas e defendemos a nossa honra, não é? Mostramos o nosso ponto de vista, queremos a razão para nós, limpamos a nossa imagem, temos uma resposta! Respondemos! Mas um elogio… caramba, ficamos sem resposta, sem reacção… É um sentimento antagónico, gosto de ser elogiada, não gosto é de ficar encavacada, sem resposta. É um sentimento bom, mas frustrado…
Elogiar alguém não é difícil, basta estar atentos a um gesto, a um pormenor. Basta pensar que também nós gostamos de ser elogiados.
Basta pensar em dar aquilo que gostamos de receber. Eu às vezes tenho receio de elogiar, ser mal interpretada. E calo-me. É mais fácil criticar… Venha a crítica! Venha o desaforo! Venha a estupidez só porque sim… Venha a discussão! Discutir é que dá pica! Deve fazer parte da nossa natureza irritar o outro, entrar nos despique de quem é que tem razão, quem tem mais coisas más para dizer sobre o outro, quem consegue ser mais estúpido, quem consegue ser mais cínico, quem consegue ficar com a razão??! Isto sim dá luta! Ai, como eu percebo… eu também gosto destas guerrinhas, claro está quando a razão fica do meu lado… ;)
Agora elogiar… é lixado! Um elogio desarma e pronto… ficamos sem palavras. Não dá gozo. Não tem piada… Mas façam a experiência. Mas com honestidade! Não se ponham para aí a inventar elogios… com sinceridade e sentimento. Vão ver o palpitar do coração, não é fácil…
Faço um apelo: elogiem, digam coisas bonitas… será mais fácil receber! E saber receber coisas boas também é um dom…

quarta-feira, março 19, 2008

PAI

Hoje é o dia do pai. E é sempre tão complicado dizer alguma coisa neste dia ao homem mais importante das nossas vidas. Bem, eu falo por mim. Custa-me pegar no telefone e ligar para dizer: “pai, gosto muito de ti”. Porque nos custa tanto dizer que amamos alguém, quando de facto esse sentimento existe? Dizer “amo-te” da boca para fora é fácil, mas dizê-lo com sentimento é mais complicado.
Quantas vezes este homem me pegou ao colo, me mandou ao ar, (que ficamos com aquela sensação estranha no estômago, sabe?). Quantas vezes ele me chamou princesa. Quantas vezes o seu olhar me envolveu em ternura e orgulho. Quantas vezes ele me corrigiu para eu ser melhor… oh pai, desculpa não ter percebido que tudo que fizeste foi por amor. Eu sei que queres que eu seja feliz. E compreendo a tua constante preocupação. Compreendo agora… Foi tarde? Eu sei que te magoei, sei que te arranquei o coração quando te abandonei. Mas também o meu coração está magoado por sentir esta constante culpa. Pai, desculpa! Volta para mim!
Vamos esquecer o tempo de silêncio que nos afastou. Vamos voltar a ser amigos!
Preciso de ti. Olha-me nos olhos, eu continuo a amar-te, não duvides disso. És o meu orgulho, és o meu chão, o meu tecto, a minha casa…és tudo!
Os nossos corações são tão parecidos, estão tão magoados que receio que não voltemos a ser o que fomos. Já não conseguimos remendar isto… de qualquer forma só te queria dizer que tenho saudades do tempo em que nos olhávamos nos olhos e sorriamos um para o outro. Agora só não te consigo sorrir porque sei que te magoei, tenho essa culpa. E tu porque não me sorris? Porque te desiludi… eu sei, desculpa!
Pai, eu estou feliz. Não à tua maneira, é uma realidade, mas à minha!
Não sei mais que te diga, senão que te amo muito. Também sei que me amas!
E apesar do meu silêncio, do meu olhar que evita encontrar o teu, trago-te sempre no coração.
Tenho saudades nossas!
Beijo no coração!

Carta de Amor

Meu amor, deixo-te aqui uma mensagem, não só porque és importante para mim, mas porque sei que sou importante para ti. E porque me fazes sentir isso.
Ainda bem que estava atenta quando apareceste. Ainda bem que apareceste! Vieste mostrar um horizonte que sempre esteve na minha vida mas para o qual eu estava virada de costas. Obrigada!
A vida e os nossos erros ensinam-nos tanta coisa, mas é a partilhá-los com alguém que eles entram verdadeiramente no nosso sistema. Obrigada por me ouvires, e acima de tudo por me entenderes.
Sinto que há limites superiores a este mundo material, um mundo compreensível apenas por alguns, e é aí que nos encontramos. É aí que nos entendemos. Obrigada por teres a capacidade de passar esses limites para estares comigo.
Obrigada por me criticares, obrigada por me elogiares, obrigada por me amares, obrigada pela tua presença alegre na minha vida. Obrigada por me fazeres uma pessoa melhor. Obrigada porque me ensinas a amar. Obrigada por me ensinares a usar a liberdade. Obrigada por te rires comigo, obrigada por estares presente com as minhas lágrimas. Obrigada por tudo!
Quero-te sempre presente na minha vida!
Pode parecer estanho, mas todo este discurso é para os meus amigos… o que é a amizade, senão a forma mais linda de amar.
Sim amiga(o), esta mensagem é para ti: Amo-te!!

Liberdade e Mudança!

Ainda que ser livre por vezes tenha um preço alto, devemos sempre tentar estar neste estado. Livres!
Uma pessoa enclausurada dentro de si, ou dentro de outro, quando se vê livre nem sempre sabe lidar com isso. Calma pessoal!
Demasiada luz encandeia, semi-serremos os olhos para ver as coisas com maior nitidez. Não faz mal parar um bocado para nos habituarmos a essa luz.
Não se iludam em querer saber tudo ao mesmo tempo, só pelo simples receio de voltar a ficar presos em breve. Ficar ligado a uma pessoa, não implica ficarmos presos a ela. Se tivermos confiança em nós, não ficaremos presos a ninguém. E o tempo de liberdade deve ser aproveitado para isso, para nos fazer ter confiança em nós, para estarmos seguros do que queremos, dos nossos valores, dos nossos gostos… ter a certeza que somos nós a pessoa mais importante no mundo! Pode parecer-vos que estou a ser egoísta… mas não. Por pensar no outro é que tenho que tentar ser melhor.
Por vezes basta fazer o sacrifício de se largar o que se ama. O que se recebe em troca é muito superior a qualquer dor de amor. Não vale a pena colocar a vida na mão do outro. Sabe-se lá o que pode acontecer, em muitos casos, atiram com a nossa vida ao ar e pronto, ficamos na caca!! Não vale a pena anularmos a nossa pessoa! Vale a pena é viver a vida e estar atento. Muito atento. Acima de tudo saber o que queremos. O que queres? De certeza? Pois com essa certeza vais perceber que encontraste o que procuras quando te aparecer à frente! É muito fixe!
O segredo é olharmos para nós. Traçar objectivos. E estarmos dispostos a mudar. A mudança só nos surge no pensamento quando já há sinal de que algo não está bem. Não pensemos que é o outro. Pensemos que somos nós… Se formos nós, o caso tem solução! Mãos à obra. Custa como o caraças, mas a cada pequeno passo, a cada conquista do nosso “eu” a nossa alma rejubila!
O que é o amor quando dizemos ao outro: “és a minha vida”, ou “ sem ti a minha vida não faz sentido”…? O amor aí não é nada, porque nos anulámos! Não existimos, não estamos lá!!! E depois ainda nos perguntamos porque não resultou…
Alguém dizia que para amar alguém, temos que nos amar a nós primeiro. É verdade! E para nos amarmos, temos que existir! Existamos!
Este pensamento hoje foi só um grito desta alma que há muito deixou de existir em nome de um grande amor, mas acordou para a vida!!
andar no mesmo trilho aborrece, mas é seguro… em contrapartida não trás emoções, não surpreende, não assusta, não traz novas experiências, não cria excitação nas nossas vidas… Certamente vale o risco mudar de trilho! Se não estás bem muda! Se estás bem… e tens oportunidade de uma nova experiência… Ousa! Também o erro nos faz crescer” ;)

quinta-feira, maio 10, 2007

Sonho de Criança

Um destes dias, em conversa com a criança que ainda há em mim, voltei a lembrar-me dos meus sonhos. E agora me dei conta que muitos desses sonhos ficaram esquecidos no caminho da vida. O tempo não pára, e a vida não volta para trás! E a criança que nos habita por vezes entra em sono profundo e nós esquecemo-nos de sonhar. E isso é triste!
São os sonhos de criança que nos fazem traçar objectivos de vida, que nos fazem lutar! E quando atingimos um objectivo sonhado, aí sim, tocamos a felicidade! Será que estes sonhos de criança nos roubam um pouco de felicidade? Somos apenas adultos, que por conveniência nos esquecemos do próprio sonho de criança para nos dizermos felizes?
Eu aos 15 sonhava que aos 30 ia ser isto e aquilo... não sou, mas sou outras coisas... Serei feliz ou apenas conformada com a vida?
Não quero respostas, quero apenas que pensem no vosso sonho de criança, que abram os olhos e digam honestamente que são felizes...
Não devemos deitar fora o nosso sonho, afinal será ele o melhor mapa para encontrar a felicidade...

sexta-feira, outubro 27, 2006

a preguiçar...

Há dias em que não nos apetece fazer nada! Alías, até nos apetece fazer alguma coisa, mas não sabemos bem o quê... então a preguiça apodera-se de nós... e acabamos por não fazer nada! Mas mesmo nada! Nem mesmo despir o pijama... :)
Tiramos o dia só para nós, ficamos a preguiçar em casa e temos como desculpa "estou a precisar de descansar", "preciso de um tempo para mim", "estava mesmo a precisar disto" e ficamos em casa a diambolar entre todas as divisões da casa. Fazemos o movimento alucinante do "bedling"/ "mapling","mapling" /"bedling", que é como quem diz: "cama/sofá, sofá/cama"...
Procuramos algo que não está em casa... depois distraímos a solidão entre os canais da TV, entre os biscoitos perdidos na dispensa, os doces que não estão no frigorífico... sei lá, inventamos 1001 coisas para afastar a nossa culpa por sermos tão preguiçosos... Passamos o dia a matar o tempo da culpa que sentimos...

O que custa vestir umas calças, calçar uns sapatos e ir comprar o jornal!? Porque não inventamos desculpas para sair, em vez de desculpas para não sair de casa? Somos mesmos comodistas, preguiçosos!! Ok, eu falo por mim, mas de certeza que há alguém desse lado que faz o mesmo que eu... (espero, senão sou uma minoria!).
Se não fosse o sentimento de culpa, estes momentos de preguiçar eram maravilhosos!
A verdade é que secretamente desejamos que o telemóvel toque e do outro lado alguém nos desafie a sair... inicialmente é um grande frete! mas ao mesmo tempo tiramos a culpa de cima.
Finalmente saimos de casa... finalmente respiramos o ar livre, levamos com a luz do dia nos olhos, sentimos a temperatura da rua, vemos outras pessoas... enfim, sentimos que estamos a respirar, que estamos VIVOS! Essa sensação é maravilhosa.
Em casa entramos em stress por nossa causa e não há nada mais irritante que criticarmos severamente o nosso eu... eu pelo menos fico de rastos!
Em conclusão e em forma de conselho a todos que lerem este post; é sempre bom quando saimos de casa, mesmo que a preguiça seja maior que essa vontade... acontece sempre alguma coisa interessante na rua... em casa nada se passa!

Emocionemo-nos com as tristezas e alegrias da nossa vida, partilhemos as nossas emoções com os nossos amigos! Deixemos de chorar ou rir só por causa da cena que está a passar na TV!
Vale bem a pena chegar a casa com um sorriso, vale a pena viver a nossa vida, vale a pena descobrir um pouco mais sobre nós, e acima de tudo vale a pensa sentir que estamos vivos... e que é bom estar vivo!
Vencer a nossa preguiça é dar um sorriso a nós próprios...

terça-feira, outubro 24, 2006

O inicio...

Ouvi dizer que os bloggs estão na moda... Toda a gente tem um!! E eu também quero! ;)
Ainda não domino muito bem estas ferramentas, mas promento fazer um esforço para o manter interessante e actualizado. Será uma forma de escapar à solidão, de fugir à rotina e à programação degradante da TV! Será um diário aberto onde falo das minhas tristezas, alegrias, sentimentos, emoções... e qui ça, um dia comece a partilhar com o mundo uma série de poemas que escrevi quando a minha alma desejava falar! E falou...
Só não sei o que fazer com as folhas amareladas com os meus escritos... aqui parece-me uma boa forma de os partilhar. Ah, é verdade, foi a esse conjunto de folhas presas por um cordel, que fui buscar o nome para meu blog - "Memórias". A Alma penso que é a melhor forma de representar o nosso outro "eu" que nos ouve, e nos guarda os maiores segredos... e assim nasceu hoje, por impulso, o meu Blogg - Memórias da Alma